Over My Head
Se você ficar procurando razões pra não ficar com alguém, você sempre vai encontrá-las, às vezes é preciso deixar as coisas fluirem por um momento e dar ao seu coração o que ele merece
It’s the oldest story in the world. One day you’re 17 and planning for someday. And then quietly and without you ever really noticing, someday is today. And then someday is yesterday...
... And this is your life.... One Tree Hill..

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Personagens Good Trip
 
“Pobre de espírito aquele que não se aventurar, o comodismo é um mal parasitário, juventude perdida é o caralho eu tenho muito mais pra dizer .E nem preciso de muito pra viver na paz só meu skate, a praiana e simpatia, nobre de alma é quem vive em harmonia mantendo o equilibrio onde for…”


Como o tumblr tava meio parado, já que nós só postamos os capítulos uma vez por semana, resolvemos criar essa parte que é onde falamos alguma experiência que tivemos na semana. 
Não será uma semana a historia de uma e na outra semana a história da outra, quando tivermos algo que gostamos nós postaremos aqui. 
A princípio pensamos no nome “Hidropônica”, mas então mudamos pra “Good Trip” que achamos que se encaixaria melhor, ambas são músicas da mesma banda, forfun.
Não criamos essa página para representar o nosso passado e nem os nossos planos para o futuro, mas sim o nosso “agora”.


“Felicidade é um fim de tarde olhando o mar e a gravidade não te impede de voar(…)Nada brilha mais que a vibe da tua alma o bem e o amor superam tudo; E quando o sol invade os olhos é só pra te lembrar que o bom da vida não tem preço e é hora de acordar”

Good Trip

 

“Pobre de espírito aquele que não se aventurar, o comodismo é um mal parasitário, juventude perdida é o caralho eu tenho muito mais pra dizer .E nem preciso de muito pra viver na paz só meu skate, a praiana e simpatia, nobre de alma é quem vive em harmonia mantendo o equilibrio onde for…”

Como o tumblr tava meio parado, já que nós só postamos os capítulos uma vez por semana, resolvemos criar essa parte que é onde falamos alguma experiência que tivemos na semana.

Não será uma semana a historia de uma e na outra semana a história da outra, quando tivermos algo que gostamos nós postaremos aqui.

A princípio pensamos no nome “Hidropônica”, mas então mudamos pra “Good Trip” que achamos que se encaixaria melhor, ambas são músicas da mesma banda, forfun.

Não criamos essa página para representar o nosso passado e nem os nossos planos para o futuro, mas sim o nosso “agora”.

“Felicidade é um fim de tarde olhando o mar e a gravidade não te impede de voar(…)Nada brilha mais que a vibe da tua alma o bem e o amor superam tudo; E quando o sol invade os olhos é só pra te lembrar que o bom da vida não tem preço e é hora de acordar”

Good Trip


Photo postado em 24/04/2013 �s 9:14pm | 0 notes | (Reblog Photo!)
Tags:  goodtrip #

SECRETS

 

“O nome dele é Guilherme, ele faz aquele estilo mais desapegado, mas é romântico ao mesmo tempo, eu acho que estou simplesmente apaixonada por ele.”

COMO ASSIM?! E O LUC? Onde fica o Luc nessa história toda velho? A Manu tem retardos mentais, velho só pode… ELA FICOU COM O LUC, EU VI!

Pego o celular e ligo logo para ela, pois preciso saber dessa desculpa, pois ela só pode estar de sacanagem com a minha cara.

Toca, toca, toca e ninguém atende. Será que o Luc tá sabendo de algo? Alias, ainda não falei com ele. Mas, e se ele tiver afim dela e ela só ficou com ele por ficar? Não, não pode ser, ela estaria com o cara naquela hora. Meu, onde a Manu ta com a cabeça? Será que errou o nome? Mas não é da cara da Manu esquecer o nome dos garotos “que mudam a vida dela” em uma noite, vou ligar pro Luc só pra ver qual é o papo, não vou citar nada, só vou ver onde ele está pra ver se acaba falando alguma coisa.

Ligo e ninguém atende. OH SHIT! Até parece que ele ia atender. Ele NUNCA atende o telefone quando tem alguém por perto. Vou ficar ligando até ele atender.

Ligo umas 5 vezes, até que…

Luc: Oi, oi, aconteceu alguma coisa?

Eu: Oi, não, só queria saber como ta.

Luc: Ta tudo de boa, tu ta bem?

Eu: Tem certeza?

Luc: Por que não estaria?

Eu: Me diga você.

Luc: Sério, tu ta bem?

Eu: Claro, por que não estaria?

Luc: Sei lá, ta estranha.

Eu: To normal.

Luc: Tu nunca fala “to normal”

Eu: Lógico que eu falo.

Luc: Então ta…

Eu: Tchau.

Não espero que ele se despeça, já desligo.

Já não to entendendo mais nada. Quer saber, foda-se tudo, vou dormir que é o melhor que faço.


Acordei com o telefone tocando, era a Manu querendo falar do “grande” amor da vida dela. Não prestei muita atenção no que ela tava falando, mas deu para enganá-la.

Depois que eu desliguei o telefone, acabei perdendo o sono, então fui para o computador ver se tinha alguma coisa que seja legal.

Como sempre, nenhuma novidade, só o tédio que me prendia. Estava com vontade de jogar vídeo game, mas estava com tanta preguiça que nem fui.

O que me chamou atenção nesses longos minutos decidindo o que fazer, foi uma janelinha que começou a piscar na tela do computador.

É o Luc. O que esse garoto quer agora? Olho a janela e ta escrito “e ai gata, tudo bem?” só ele pra falar assim mesmo…

Olho pra conversa mais uma vez e penso “ah, foda-se” e mando só um “e ai mano” e deito na cama.

Conversamos normalmente, até que fiquei de saco cheio e sai. Resolvi ir andar um pouco, só andar sem rumo, sem pensar em nada.

Ta legal, não tem como ficar sem pensar, mas pelo menos sem me preocupar com nada, com ninguém. Tava precisando tomar um ar fresco no rosto assim a uns tempos já, esses últimos dias foram fogo ein.

Acho que vou pra pista, muito tempo que não vou lá.

Chegando lá encontro o Big, enquanto ele ta andando de skate e vou falar com a galera.Não tinha muita gente, ainda mais que está cedo, porém me sento com o Junior e começamos a conversar sobre nada enquanto olhamos o Big andando na pista.

Xxx: Qual é doidinha?

O Júnior estava olhando para trás de mim. Me viro.

Eu: Ah, oi…

Era o Felipe.

Júnior: Desde quando você fala com esse cara ai?

Eu: Quem disse que eu falo?

Felipe: Fala.

Eu: Desde quando eu sou doida?

Felipe: Desde sempre?

Júnior: Não gosto dele não, mas nisso ele tem razão.

Fiquei olhando para eles…

Eu: Qual é a de vocês?

Júnior: Não, qual é a de VOCÊS?! – Ele apontou para nós dois.

Eu: Que?

Júnior: Qual é a de vocês dois?

Felipe: Somos namorados, né amor?!

Eu: Não, não mesmo.

Júnior: Mas vocês tem alguma coisa.

Eu: Raiva, é isso que nós temos.

Felipe: Diga isso de você, xuxu.

Eu: Xuxu é a sua…

Felipe: Olha o que tu vai falar…

Eu: O que tem o que eu vou falar? Eu falo o que eu quiser.

Felipe: Então fale amorzinho, diga o quão gato eu sou.

Júnior: Uou, quero me por na briga de vocês não. – Ele vai levantando para sair, puxo ele para ele sentar de novo.

Eu: Não, pode ficar, já acabamos, ele quem vai embora.

Felipe: Eu não, vou ficar aqui te abraçando.

Eu: Tu não tem nenhuma mulher pra ir comer não?

Felipe: Já que você falou, tenho sim, você quer a onde? Na rua, aqui mesmo, ou na minha casa? Ou na sua… Tu que escolhe!

Eu: Vai se fuder

Felipe: Só se for contigo.

Nem respondo mais, já conseguiu encher. Levanto e vou indo embora.

Felipe: Hmmm, então já decidiu onde vai ser? Ótimo! Menos trabalho pra mim.

Eu: JÚUUUUNIOR! – Grito para ele vir comigo e deixo o Felipe no vácuo.

Junior: Oiiii

Eu: Não vem?

Felipe: Vai ser de três?

Juro que se esse garoto não parar de falar eu vou socar a cara dele.


Finalmente sossego,  graças a Deus ficou quieto!

Eu: Que susto! – pulo para trás ao sentir uma mão cutucando minha cintura.

Felipe: Calma mo, ta tudo bem, sou só eu.

Não acredito que esse garoto veio até aqui ainda me encher, tava muito silêncio, tava bom demais pra ser verdade.

Eu: O que você está fazendo aqui?

Felipe: Ué amorzinho, estou aqui contigo…

Paro rapidamente de andar e me viro para ele, já gritando

Eu: NÃO FALA COMIGO, ESQUECE QUE EU EXISTO, TU ME ENTENDEU?

Mal acabo de falar e ele começa a me beijar. Tipo me beija? Que porra é essa? Esse garoto tá achando o que? Paro de beija-lo e falo:

Eu: Não fala mais comigo, não olha na minha cara. Não sei qual a parte do “fica longe de mim” você não consegue entender.

Ouvi uma risadinha vindo do meu lado, olhei e era o Júnior rindo, caramba velho, até ele agora ta pra me encher? Fico esperando o Felipe responder, mas ele não diz nada.

Júnior: Velho, to vazando aqui, se entendam vocês dois. - Vejo ele saindo e volto a olhar pro Felipe.

Felipe: Então quer dizer que essa é a nossa primeira DR?

Não espero nem ele falar mais nada, o deixo falando sozinho, porque se eu ficar ali vou acabar batendo nele.


Vou andando, como sempre, sem uma direção certa. Ando, ando e ando… Passo por tantos lugares enquanto vou pensando naquilo que acabou de acontecer que nem sei mais onde é que eu estou. Mesmo assim, continuando andando, meus pensamentos tão fortes demais para eu muda-los.

Fico pensando não somente no beijo, mas em tudo o que ele me disse antes, no seu modo idiota de ser e na sensação dele me tocando.

Até que eu percebo que eu conheço aquela rua, perai, aqui é a casa da Manu, porque eu vim pra cá? A sei lá, mas faz muito tempo que eu não a vejo e ela tem que me contar sobre o garoto lá que ela está afim e eu tenho que falar sobre o Felipe.

Como é que vou chegar pra ela e falar “o Felipe me beijou” tipo do nada? Já to até vendo como ela vai reagir…

Toco a campainha com a maior vontade de fugir, começo a lembrar o quão grossa eu fui com ela e da minha ironia ao ler o que ela tinha me mandando pelo computador.

Xxx: Bruna?! Quanto tempo! - Escuto uma voz conhecida, e então olho pra reconhecer de quem é.

Eu: Ah, oi, quanto tempo mesmo! Mas espera… você não tinha ido morar no Canadá?

Era o primo da Manu, um menino bonitão, devia ter uns 20 anos já, ele morou durante uns anos com a Manu, me lembro que eles brigavam o tempo todo! E ele dizia umas coisas muito nojentas na época pra mim. Mas como era o nome dele mesmo? Eu esqueci o nome do garoto, e agora cara, o que eu faço? Sorrir e fingir que se lembra de tudo, sorrir e fingir que se lembra de tudo, sorrir e fingir que se lembra de tudo. Isso! Vai funcionar.

Eu: A Manu tá por ai?

XXX: Tá, por que?

Eu: Acha que eu vim falar com você, mesmo eu nem sabendo que tu tá aqui?

XXX: Vai saber né - Ele dá aquela piscadinha


Vou entrando sem responder ele, e vou direto para o quarto da Manu

Eu: Fala aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, quanto tempo!!!

Manu: Bruna?! Tu ta bem?

Eu: Por que? Eu to, aconteceu algo contigo?

Manu: Sei la, você NUNCA mais veio em casa e você NUNCA entra falando assim como se tivesse toda alegrinha

Alegre nos sonhos dela, só se for… Mas por outro lado eu to feliz mesmo em vê-la

Eu: Nada a ver, só tava com saudade, mas se tiver atrapalhando eu vou embora.

Manu: Idiota, é claro que tu pode ficar.


Deito na cama, como se nada tivesse acontecido até que…

Manu: Você falou que estava com saudade? VOCÊ NUNCA FALA QUE TÁ COM SAUDADE, PRINCIPALMENTE DE MIM. O que aconteceu? Pode ir falando…

Eu: Nada ué, eu em. Sempre tem que ter alguma coisa…


Manu me fita por alguns instante até que ela fala

Manu: É alguma coisa de garoto, dá pra ver na sua cara. Tomara que tenha a ver com o Felipe

Eu: Como tu tá malvada! Sabia que não devia ter vindo aqui.

Manu: Você tava morrendo de vontade de vim aqui que eu sei, e nem muda de assunto.

Eu: Cara, eu to de boa, nem tem nada acontecendo não. Quero saber de você com o garoto lá, só isso.

Manu: Só isso? isso você iria esperar até amanha pra me perguntar disso, ia falar na rua mesmo.

Eu: Achei que tivesse apaixonada pelo cara e não quisesse que todos ficassem sabendo assim na rua.

Manu: Você ta mentindo.

Eu: Nunca menti pra ti.

Ela me fita mais um pouco…

Eu: Ta legal, algumas vezes só… Mas que tal você me falar do garoto agora?

Manu: Por que você não começa falando? Afinal, eu já te disse tudo por e-mail.

Penso um pouco, ela tem razão, ela já me contou tudo, mas ainda assim insisto.

Eu: Me conta mais, como ele é? Vocês andam se encontrando? Fala todas essas coisas chatinhas que você costuma me falar sempre esperando que eu dê pulinhos de alegria- HAHA

Ela continua me olhando como se soubesse que eu não quero saber de nada disso

Manu: Ok..

Então ela começou a falar como ele era bonito, alto, estilo garoto que toda garota quer ter e blábláblá

Manu: Tá me escutando?

Eu: Lógico

Manu: Então fala o que eu falei

Eu: O que diz de todos os garotos com quem você sai… Que é bonito, do estilo que toda garota quer ter e blablabla.

Manu: E depois disso o que eu disse?

Ela tá de zueira comigo né? Só pode… Ela não vai fazer eu repetir tudo, não sou uma criancinha poxa.

Manu: Anda, fala logo.

Eu: Você disse que gosta bastante dele e que tão se encontrando bastante… - tentei inventar algo.

Manu: Tá, você não ouviu absolutamente nada, sabia!

Eu: Eu tava ouvindo até ficar chato demais, juro que eu me esforcei.

Manu: Ok.

Eu: Vai ficar putinha agora? -Comecei a rir sem querer

Manu: Conta logo o que tá acontecendo.

Eu: Tá grossa ein?

Manu: Para de me provocar e fala.

Eu: Falar o que? Tá louca? - Provoquei mais.

Manu: Não quer falar? Então não fala. - Ela saiu do quarto e eu fui atrás pra ver o que ia fazer.


Ela vai andando pela casa, vai passando pelos outros quartos, pela sala… Até achei que ela ia sair, mas do nada ela entra na cozinha e para. Como assim? Ela é idiota por um acaso?

Abre a porta do armário e tira um saco de Ruffles de lá.

Eu: Achava que tava bravinha…

Manu: Quem disse que é pra você?

Eu: Mas e a história do “Não quer falar não fala”?

Manu: é, não quer falar não fala, mas também não ganha batata.

Eu: Essas são as melhores e não vai me dar nenhuma? -Faço biquinho.

Manu: Fala que ai eu dou, ué. E se eu fosse você, ia logo, porque você sabe como é né, vem mais ar do que batata.

Eu: Ta bom, eu falo, mas como vou saber que vai me dar mesmo?

Manu: Toma essa pequenininha, agora fala.

Eu: Mas não acaba com tudo! -Ela só me olhou, aposto que é porque tem mais no armário.

Eu: Felipe me beijou.

Manu estérica em 3,2,1…

Manu: VOCÊ BEIJOU O FELIPE?

Eu: Não, ele me beijou

Manu: TU RETRIBUIU?

Eu: … N-n-não.

Manu: COMO FOI?

Eu: Pior experiência da minha vida.

Manu começa a comer as batatas sem parar e fala de boca cheia.

Manu: PARA DE SHOW, PODE FALAR QUE TU GOSTOU, SAFADAA, SEMPRE SOUBE QUE TU ERA AFIM DELE HAHAHAHAHAHA

Por essas coisas que eu sempre me pergunto porque eu fui ser amiga dela.

Eu: não é bem assim…

Manu: COMO NÃO? E É O QUE??!

Eu: Para de gritar Manu, a gente não ta sozinhas.

Manu: Ta, mas me conta maaaaais!

Eu: Não tem o que contar…

Manu: Você gosta dele?

Eu: Não posso.

Manu: Mas gosta?

Eu: NÃO! Credo, Deus me livre.

Manu fica me encarando.

Eu: Que foi?

Manu: Nada, só to te olhando…

Eu: Sei… Agora me da essas batatas antes que acabem.

Quero manter mais tempo a batata na boca, para não precisar ficar falando mais nada.

Manu: Sempre pensei que vocês faziam um casal perfeito!

Casal porra nenhuma, só penso.

Manu: Imagina vocês na rua de mãos dadas….

Prefiro amputar meus braços.

Manu: Imagina vocês se beijando?!

Eu: Não imagine, sério.

Entao o primo da Manu chega falando.

Primo: Não imagine o que? Eu pelado? Vem ca gata, te mostro tudo no banheiro.

Graças a Deus alguém pra me livrar disso.

Eu: HA HA que engraçado - vou saindo da cozinha.

Primo: Sei que você gosta.

A Manu vai falar algo mas falo antes:

Eu: Não se atreva a dizer nada!

Manu me olha.

Eu: Vou embora.

Manu: Vai não, ta cedo.

Eu: Sei que me ama.


Abro a porta.

Texto postado em 13/04/2013 �s 2:56pm | 0 notes | (Reblog Text!)
Tags:  cap8 #

Fiquem ligados que amanhã tem novo capítulo!

Texto postado em 11/04/2013 �s 9:25pm | 0 notes | (Reblog Text!)

MULEQUE DOIDO

QUE? CADE UM BURACO PARA EU ENFIAR MINHA CABEÇA?! Da onde que ele tirou isso? Eu falo com ele a tipo 2 dias? Perai, que que ta acontecendo nessa vida? Luc e Manu, agoro o Felipe.

Calma, pode ser uma piada tudo. Isso! Cadê as câmeras?

Felipe: Ok, agora tua vez de falar.

Eu: Calma…

Felipe: Tu prometeu.

Eu: Mas essa última parte foi piada?

Felipe: Eu digo que amo tu e você me pergunta se é piada?

Eu: Desculpa…

Felipe: Mas tu teve uma reação melhor do que eu esperava.

Eu: Tu imaginou o que?

Felipe: Que tu ia me bater, ou começar a gritar, sabe? Essas coisas que você faz.

Eu: Isso é uma piada, porque eu não faço nada disso.

Felipe: Não?

Eu: Não.

Felipe: Então ta né… Mas me diz ai a tua parte, tu prometeu.

Eu: eu não tenho uma história dramática e tals como tu…

Felipe: Mas tem algo… Conta ai, larga de enrolação.

Eu: É que no domingo, eu vi a Manu e o Luc juntos. Só que ela só falou que eles ficaram na festa de sábado, mas eu os vi na casa dele.

Felipe: Tu gosta dele?

Eu: Não.

Felipe: Então por que ta chateada?

Eu: Porque eu nunca pensei que eles poderiam ter alguma coisa, sei lá, eles poderiam ter me falado e não esconder.

Felipe: Hm… Mas não é um pouco exagerado isso tudo?

Eu: O Luc é meu irmão poxa…

Felipe: Você já falou com ele depois do que aconteceu?

Eu: nem tive coragem de ver ele ainda.

Ficamos por um tempo olhando um pro outro.

Felipe: Deveria ver, ele não deve ta escondendo de ti.

Eu: Não quero que ele se machuque..

Felipe: E a Manu?

Eu: Não quero que ela se machuque também.

Felipe: Pensa, pode ser só um rolo de festa, eles já esquecem.

Eu: É, pode ser, sei lá, acho que não.

Felipe: Não sei nem o que te dizer, desculpa.

Eu: Não precisa dizer nada, relaxa.

Felipe: Eu só te quero bem, não fica se preocupando com coisas assim…

Eu fico sem dizer nada. Nunca estive nessa situação antes, ainda mais que um dos garotos mais desejados do colégio, gosta de mim.

Felipe: Ei, acho que vou indo…

Eu: Não, tudo bem, pode ficar, deixa que eu vou.

Felipe: Tu vai pra aula? Vou contigo.

Eu: Não, vou pra lá não e prefiro ir sozinha.

Felipe: Ok então.

Eu: Tchau, depois nós nos falamos.

Saio andando, acho que vou pra casa, já são 8 da manha, ainda dá pra dormir.

Vou andando até em casa, mas algo chama minha atenção no caminho. Paro em uma rua e fico olhando lá longe. Havia uma silhueta que não me era estranha, chego mais perto, porém não consigo ver o rosto da pessoa, era uma menina, porém quem deveria ser? Naquele exato momento ela vira e eu fico nervosa e saio andando.

Eu sei que conheço, é alguém que conheço, mas quem? Começo a ficar desesperada, com a sensação de que há alguém me perseguindo. Penso em virar, mas fico com medo. Começo a correr, cada vez mais rápido, sem olhar pra trás. Por que to tão assustada? Isso não é normal, me sinto uma idiota e começo a diminuir o ritmo.

Quando tomo coragem para olhar pra trás, percebo que não tinha nada me perseguindo, então fico com uma sensação de que não havia nada na rua, porém eu tinha certeza que tinha visto alguém.

Chegando em casa ligo o Pc e vejo que tem uma mensagem da Manu. Fico em dúvida se leio ou não, porém a curiosidade sempre é maior. Espero um tempo pra ter certeza que quero lê-la. Abro a mensagem e então começo a ler:

“Bru, eu não sei o que ta acontecendo, o que eu fiz,  você ta meio estranha comigo, sei lá, eu só queria te dizer que…”

Paro um pouco. Não sabe o que ta acontecendo, o que fez? E eu não deveria estar estranha? Quer dizer o que?

“… Queria te contar hoje no colégio, só que não tive coragem. Sabe a festa de sábado? Então, eu conheci um garoto, bem não vou “conhecer” ele, eu já conhecia, só que no sábado eu fiquei com ele e ele é o garoto mais perfeito que eu já conheci em toda a minha vida…”

Como assim “o garoto mais perfeito” da vida dela? Estamos falando do mesmo garoto?

“Eu acho que você também conhece ele, mas nem sei se é assim tão próxima dele. Ele ta sempre lá pela pista também, por isso queria ir lá hoje contigo.”

Ela só pode ta de brincadeira, não pode ser sério isso…

“Enfim, eu vou dizer logo quem é, se te conheço bem, você já deve estar super curiosa e tals”

Ops, se enganou queridinha, até porque, eu já sei quem é mesmo.

Texto postado em 2/04/2013 �s 8:44pm | 1 note | (Reblog Text!)
Tags:  cap7 #

ALGUÉM TEM QUE SER


Não acredito que vi isso, sério, não que seja algo tão anormal assim, mas nunca imaginei nisso, muito menos que seria tão estranho ver isso. Cara, na boa… O que foi que aconteceu? Eu podia ao menos ter parado e perguntado ao invés de ter saído correndo e ficar aqui, andando sem rumo. O que é que eu to fazendo afinal? Nunca pensei na minha vida que viveria para ver isso. Quando as pessoas falavam “ah que em 2012 vai acabar o mundo”, eu não acreditava. A partir desse momento, passei a acreditar.

O que a Manuela tá fazendo na cama do Luc? Sério, não dá para imaginar eles dois juntos, ela nunca gostou muito de skatista, nunca gostou muito desse tipo de garoto largado, agora o que eu vejo? Ela na cama do LUC! Tipo o cara mais errado que eu conheça. Mas se não fosse eles dois a cena iria ser muito bonita, tipo dessas de filme, porque ele tá dormindo abraçado com ela e ambos estão com sorriso no rosto.

Não, mas não importa da cena, ELE É MEU IRMÃO! E ELA É MINHA MELHOR AMIGA! Será que ninguém ta vendo nada de errado nisso fora eu? Ta obvio que isso vai acabar dando merda e eu vou me ferrar junto, eles não fazem estilo um do outro e a Manu sempre fica meio depre quando é largada, quando não é ela que bota um fim.

Eu: AAAAAH, POR QUE MINHA VIDA NÃO PODE SER DIFERENTE?! – Grito sem querer enquanto penso.

Não percebo olhares na minha direção, acho estranho, uma louca solta um grito e ninguém liga. Paro pra observar e então percebo que estou numa rua deserta, mas já passei por aqui antes. Não é longe de casa, só é… deserta!

Por que eu tenho essa mania de sair andando sem prestar atenção para onde estou indo? Da ultima vez fiquei perdida com aquele idiota do Felipe. Mas tudo bem, nada vai acontecer até eu chegar em casa, pelo menos espero eu.

 

Chegando em casa, vou direto tomar banho, não vou olhar celular, muito menos ligar o computador, vou só tomar banho e ir deitar, porque é isso que eu to precisando, hoje o dia foi muito estranho.

Banho as vezes é a melhor coisa do mundo, ficar lá, com a água batendo no corpo, sem ter que se preocupar com nada, mas ao mesmo tempo pensando em tudo. Poder rir e chorar sem que ninguém escute ou sem precisar se esconder.

Sabe, as vezes eu fico pensando que tudo o que eu quero não são coisas que as pessoas podem dizer “você ta querendo demais”, porque são poucas coisas, dinheiro não pode comprar e são complicadas, impossíveis. Tudo o que sou hoje, como sou, do que sou, não veio assim do nada, foram os acasos da vida que me transformaram nisso, e é por isso que as vezes eu tenho a capacidade de me odiar tanto.

Quando acabo o banho vou direto para a  cama, não quero olhar pro celular e nem ligar o computador, só dormir. Nem penso muito.

Acordo por causa do despertador. Pode crer, hoje já é segunda, que merda.

Me visto rapidinho, naquele ânimo de sempre e já saiu de casa direto. To com muita preguiça de andar. Não to com a mínima vontade. Hoje eu tava assim mesmo era de matar aula.

Vou andando no caminho de sempre e então começo a pensar na cena que vi ontem. No dia de ontem. Tudo parecia um grande sonho, nada parecia real, não podia ser real.

Tenho que parar de pensar nessas coisas. Quando eu percebo tem alguém do meu lado, e então eu olho e é o Felipe.

Felipe: Bom dia!

Eu: Boooom

Felipe: Não parece muito bom dia pra tu.

Eu: Sono.

Felipe: Só sono?

Eu: É

Felipe: O que anda tirando o teu sono?

Eu: Com certeza não é você;

Felipe: Ainda bem, pelo menos de algo não sou o culpado.

Eu: É…

Felipe: Fez o trabalho?

Eu: Que trabalho?

Felipe: O seminário da Nanda.

Nanda é a professora de geografia que não ia muito com a minha cara.

Eu: Porra esqueci… Tu fez?

Felipe: Eu não, ia copiar de ti.

Eu: E desde quando eu faço todos os trabalhos?

Felipe: Os que valem nota…

Eu: E eu ia copiar de você…

Felipe: Desde quando tu copia trabalho de mim?

Eu: Desde agora ué.

Felipe ficou meio desconfiado mas acabou rindo, e eu comecei a rir com ele.

Eu: Como foi o resto do teu domingo?

Felipe: Foi bom, e o seu?

Eu: Foi de boa, nada de mais.

Não achei que deveria contar sobre o que aconteceu para ele.

Felipe: Tem certeza?

Eu: Aham, por que?

Felipe: Por nada… Só não achei sua resposta convincente.

Agora ele quer que eu fique contando tudo da minha vida pra ele? Ainda bem que chegamos no colégio.

Já na porta os amigos dele o chamaram, então eu entrei sozinha, já sabendo que o dia não ia ser dos melhores.

Vi a Manu de longe e resolvi ir pelo lado oposto, a última coisa que queria era encarar logo cedo essa situação toda.

Eu: Puts não vou poder ir na pista desse jeito! – Sussurro baixinho.

Andando pelo lado oposto, escuto alguém gritar.

Manu: Bruna!

Viro-me sem nenhuma vontade.

Eu: Arrr oi.

Manu: Por que você virou quando me viu?

Eu: Que? Não te vi não, ta com mania de perseguição?

Manu: Ah, é que eu pensei que tinha visto.

Eu: Não vi.

E não queria estar vendo agora, mas não vou dizer isso.

Manu: e ai, como foi o fim de semana?

Olhar pra ela faz com que pareça que estou vendo a cena no lugar dela. Ela e o Luc… Transando.

Eu: Bom, bom… Olha, eu to atrasada, depois a gente se fala ta?

Sai andando e ouvi ela gritando.

Manu: Atrasada pra que? Eu sou da sua sala!

Porra, que vacilo o meu.

Eu: Podescrer… Mas eu vou pra pista agora, depois nós nos falamos.

Manu: Pra pista? Posso ir contigo?

Eu: Você não vai matar aula vei e você nem curte a pista, o que quer lá?

Manu: Ah ér… Não sei como vou falar isso… Desculpa.

Vou me fazer de desentendida pra ver se ela fala logo.

Eu: Pelo que? Ta louca?

Manu: Se lembra da festa do sábado?

Eu: sim

Manu: Então…

Odeio quando ela fica fazendo “mistério” ainda mais quando eu já sei a resposta.

Eu: Fala logo, porra!

Manu: Fiquei com o Luc, pronto, falei.

Eu: Eu sabia.

Manu: Sabia? Quem te contou? Foram só uns beijinhos, nada de mais…

Ah, não acredito que ela ainda vai esconder o fim da história, ela ta de sacanagem.

Eu: Nada?

Manu: Não, a gente ficou lá na festa e depois fomos pra caminhos diferentes…

Que o final dos dois foi na casa dele né? Ela vai mesmo mentir pra mim?

Eu: Hm… Legal… Então se foi só isso, não precisa ir ver ele agora, no horário da aula.

Manu: Mas eu vou contigo só pra te fazer companhia.

Eu: Desde quando tu se importa com isso?

Manu: é… Isso tudo é por que tu não quer minha companhia é? Ok então…

Não acredito que ela vai ficar tentando me deixar mal.

Eu: Manu, não começa com isso, tu sabe muito bem que não tem nada a ver essa história ai.

Manu: Que história?

Ah meu Deus, ela só pode ta se fazendo de ignorante, porque né…

Eu: Olha… Eu só quero falar um pouco sozinha com o Luc, beleza?

Manu: Ok, então ta né.

Mal ela sabe que eu não quero olhar na cara dele.

Eu: Depois nós nos falamos, ok.

Sai da escola, sabia que o Luc estaria na pista e eu não iria pra lá, pra ter que aturar mais um. E agora? Pra onde vou? O que faço?

 

Felipe? Matando aula é?

Eu: E você não né?

Felipe: Eu não, só respirando um ar e você?

Eu: A mesma coisa… E ai, quer conversar sobre?

Felipe: Ah, nem tem do que falar, e você?

Eu: Também não.

Felipe: Certeza?

Eu: Aham.

Ficamos um tempo em silêncio.

Eu: Olha, você sempre quer saber muito da minha vida, você me conta o que ta rolando contigo que eu penso em contar de mim pra você, que tal?

Felipe: “tu pensa”? Tu vai ouvir e não vai me contar…

Eu: Sei lá, dependendo eu te conto.

Felipe: Nada feito, tenho que ter certeza que ao menos uma coisinha vou saber.

Penso por um tempo. Bom, ele não vai saber se é verdade e posso dizer coisas babacas do tipo “amo lasanha” também, de boa.

Eu: Ta bom, fechado. Você me conta o que ta acontecendo e eu conto uma coisa de mim.

Ele fica me fitando pra ver se eu to falando sério.

Eu: Que é?

Felipe: Tão fácil assim?

Eu: Tão fácil assim.

Felipe: Como vou saber que não vai ta me sacaneando?

Eu: Por que acha que eu faria isso? O que falarmos aqui, não sai daqui.

Felipe: Ok.

Eu: Ok… Agora pode falar ok.

Felipe: Sem pressão.

Eu: Sem pressão.

Então ele me olha por um segundo e começa a falar.

Felipe: Sabe, meus pais nunca foram como todos pensam, bonzinhos. Meus irmãos são sei la… Nem sei o que dizer deles, um vive fugindo da polícia, sei lá sabe, eu sou o mais bonzinho da família e eles não gostam disso, meus pais queriam que eu fosse errado como os outros… Eles me batem, me xingam, me deixam noites fora de casa esperando que eu mate um cachorro. Eles riem de mim e me chamam de fraco, dizem que nunca vou conseguir nada. E eles estão certos disso…

Eu: Não precisa continuar se não quiser…

Felipe: É tão difícil saber que nunca vou conseguir nada, é tão doloroso meu passado, é tão… Ruim ter medo da própria família, dos únicos que tinham que confiar e amar vocês… É horrível só achar segurança em uma única pessoa, e que você sabe que nunca vai poder tê-la, não só por causa do seu passado, mas por causa da sua família.

Fico sem saber o que dizer, vejo uma lágrima saindo de seu olho. Ele olha pra mim.

Felipe: Bruna, eu sou apaixonado por você desde a primeira vez que te vi, mas sei que esse é um amor impossível, sei que nunca vou ser o melhor pra ti, mas você é meu porto seguro.


Próximo Capítulo ->

Texto postado em 29/10/2012 �s 7:51pm | 0 notes | (Reblog Text!)
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SUA FORÇA É MINHA FORÇA


Eu: Sai daqui garoto.

Felipe: Você que está no meu lugar.

Eu: O carro é da minha mãe.

Felipe: Falou certo, da sua mãe e não seu.

Eu: Haha que engraçado.

Mãe: Olá crianças, demorei muito?

Eu: Sim

Felipe: Não

Eu: Sim e não somos crianças.

Felipe: Pode chamar de criança.

Eu: Tu que é criança.

Felipe: FALOU A ADULTA.

Minha mãe me deu a água, ligou o carro e começou a dirigir, enquanto eu e o Felipe estávamos numa grande briga sobre quem é mais infantil.

Mãe: Chegamos.

Eu: Onde?

Mãe: Em casa, você não disse onde era pra virar…

Eu: Culpa do Felipe.

Mãe: Dos dois.

Eu: Agora ele vai a pé.

Mãe: Eu vou levar ele, mas me diz, como faço pra chegar Felipe?

Ele explicou o caminho e fomos até lá. Quando chegamos eu solto:

Eu: Graças a Deus esse moleque tem casa.

Mãe: Bruna!

Eu: Que é?

Felipe: Obrigada pela carona.

Eu: Pela carona, pela comida, pelo meu tempo perdido…

Felipe: Ok

Mãe: Se quiser aparece lá em casa mais tarde pra vocês verem um filme. Bruna, pode chamar mais amigos se quiser.

Eu: Vou chamar os MEUS amigos.

Mãe: Mas eu to chamando o Felipe;

Felipe: Mesmo se eu quisesse ir, não ia dar, já ta tarde e eu ainda vou pra casa dos meus avôs. Quer ir conhecer minha família, amorzinho?

Eu: O que?

Felipe: To perguntando se quer conhecer minha família uai.

Eu: E desde quando sou seu amor?

Felipe: Desde sempre – sussurra.

Eu: Que?

Felipe: Nada. Vai vir ou não?

Eu: Eu não.

Felipe: Certeza?

Eu: Absoluta.

Mãe: Vai logo.

Eu: Não to afim.

Felipe: Então ta… Obrigada por tudo.             

Eu: De nada.

Mãe: Não tem que agradecer por nada, aparece mais vezes em casa!

Felipe: Ok, só convidar que vou.

Que que minha mãe quer, um outro filho?

Deixando ele, minha mãe começa.

Mãe: Ele parece legal.

Vou ignorar.

Mãe: Não vai dizer nada?

Eu: E preciso?

Ela balança a cabeça afirmando, começo a cantar.

Chegando em casa, vou direto para o meu quarto, procuro o meu celular, tem 50 chamadas perdidas… Deve ser a Manu…

Vou ver de quem são as chamadas, só 5 são da Manu, o resto é de um número desconhecido.

Começo a ligar pra Manu, mas a bateria acaba. Procuro o carregador, mas não acho. Pergunto pra minha mãe, porém é obvio que ela não sabe. Então decido ir na casa dela.

Saio de casa e vou pra la andando mesmo, ela não mora muito longe, uns dois quarteirões só.

Quando chego lá a mãe dela me atende.

Lety: Bru, quanto tempo!

Eu: Verdade. A Manu ta ai?

Lety: Não ta não, eu achava que ela tava com você…

Eu: Ela me ligou, mas eu não tava em casa e tinha deixado o celular lá.

Lety: Ah… Onde será que ela se meteu?

Eu: Sei la.

Lety: Quer entrar um pouco?

A mãe dela era como uma mãe pra mim também, super carinhosa.

Eu: Não precisa não, obrigada.

Lety: Tudo bem, volte quando quiser em.

Eu: Pode deixar.

Onde será que a Manu ta? Essa garota é louca eu em.

Começo a pensar onde ela pode ta… Bem, tem o shopping que é onde ela praticamente mora, mas não a essa hora… E tem também o Matheus, ela tava super afim dele… Mas eu não sei onde ele mora, e eu não to afim de ir na casa do Felipe, na verdade eu não vou.

 

Vou na pista ver se o Luc sabe alguma coisa, já que ele ia na mesma festa dela. Mas antes resolvo parar pra comer algo, to com muita fome, pertinho da pista tem uma barraca que vende umas comidas.

Como rapidinho. Chegando lá, não encontro o Luc, mas o Big está lá.

Eu: Fala tu, Big!

Big: Koé.

Eu: Tu sabe onde andas o Luc ou a Manu?

Big: O Luc ele tava aqui hoje cedo, mas não tava muito bem não, acho que foi pra casa… Já a Manu… Bem, você sabe que ela não é de vir aqui né?

Eu: Sei disso! Mas como assim o Luc tava mal?

Big: Ah, sabe comé, festa ontem e tals… Deve ter acumulado a mistura de bebida com o fumo e tals…

Eu: Mas ele NUNCA fica mal, sério.

Big: É… Eu não tive oportunidade de falar com ele direito, mas a cara dele tava muito mal…

Eu: Ah… Acho que vou ver ele…

Big: Ok, vou contigo…

Eu e Big andamos rápido, pois o Luc nunca fica mal, eu sei que é normal as pessoas ficarem com ressaca, mas não para o Luc. E ele mora sozinho, se acontecer alguma coisa e não tiver ninguém para ajuda-lo?

Chegando na casa dele, batemos a porta e apertamos a campainha, mas ninguém atende. Começo a ficar nervosa, porém lembro que ele guarda a chave reserva no único vaso de plantas que tem em sua fachada, sempre achei aquele “esconderijo”  muito idiota, que alguém iria acabar encontrando e iria roubar alguma coisa. Mas o que poderia roubar ali? A cerveja? O arroz estragado? Bem que tem maluco pra tudo hoje em dia.

Levanto o vaso e não acho a chave, olho dentro dele, no meio das plantas, em todos os lugares e não acho. Começo a entrar em desespero. Meu deus e agora? O que será que aconteceu? O que ta acontecendo?

Big: Relaxa cara.

Olho pro Big e ele ta segurando a risada. O que ele ta fazendo véi? O Luc é como um irmão pra mim, não tem como ficar calma numa hora dessas, minha vontade é de gritar, bater, xingar o Big, por mais amigo que ele seja, as vezes, passa dos limites.

Eu: Véi, é o Luc, na boa, não é hora pra brincadeira de bêbado.

Big: Vish, ta ficando extressadinha é?

Era só o que me faltava agora.

Eu: Será que dá pra me ajudar aqui em vez de ficar tirando onda de mim?

Então o Big fez o que eu nunca tinha pensado em fazer, abrir a porta… E ela estava aberta. NAMORAL O LUC É UM IDIOTA QUE DEIXA A PORTA DELE ABERTA!

Entrando na sala, vejo tudo como estava da ultima vez que eu fui ali, uma TV na parede, um sofá velho que parece da época das discotecas, a roupa dele espalhada, mas tem roupa de garota também no chão. Eu não sei, mas essa saia não me é estranha, não sei aonde que eu vi, mas deve ser só coincidência, porém também vejo uns sapatos que não me é estranho. Chegando no corredor que dá para o quarto do Luc, cada vez mais eu ficava mais nervosa

Big: Cara, eu acho que ele tá de boa..

Eu: Fica quieto

Quando eu abro a porta tomo um susto muito grande.


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Texto postado em 23/10/2012 �s 7:04pm | 0 notes | (Reblog Text!)
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CACHIMBO DA PAZ


Eu: TO INDO, TCHAU – Gritei já na porta.

Vejo ele vindo correndo, ele corre muito engraçado, tive que rir.

Eu: Entra no carro logo, vai.

Felipe: E você sabe dirigir?

Eu: Minha mãe quem vai levar, idiota

Felipe: Ata, ainda bem.

Tadinho, ele acha que eu dirigindo sou um perigo? Espera só até a minha mãe começar a dirigir…

Eu: Então, se divertiu com as pessoas da sua idade?

Felipe: HAHA! Sim sim, pena que não tinha ninguém aqui pra você conversar né, já que não tinha nenhum bebe…

Eu: AHA que engraçadinho.

Felipe: Sempre!

Minha mãe começou a dirigir já dando uns trancos no carro, quero só ver ele agüentar. Ele deu um pulo, se assustou, eu comecei a rir muito, minha mãe ficou sem jeito e eu liguei o rádio.

Tava tocando uma música muito esquisita, parece da época da minha avó, sei lá, então mudei de estação, ai tava tocando a música clássica do Gabriel o Pensador.

Felipe: Acendo, puxa, prende, passa. Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça (8)

Eu: Tu gosta?

Felipe: Lógico.

Eu: Hm… Que legal.

Felipe: Você não?

Eu: Aham, gosto sim, só que você não é um bom cantor, sorry.

Felipe: Que consideração.

Eu: temos que ser verdadeiros né, mentira não é legal…

Mãe: Tu mora onde Felipe?

Felipe? A três quadras da escola.

Minha mãe só tinha ido na escola uma única vez, não sabia dirigir até lá, ela olhou pra mim.

Eu: Só ir em frente, como se fosse pra casa, quando tiver que virar eu aviso.

Mãe: Ok

Eu: Tua família deve estar desesperada atrás de tu.

Felipe: Duvido muito

Eu: Por que?

Felipe: Nada.

Eu: Não quer mesmo falar?

Mãe: Vocês se importam se eu der uma paradinha?

Felipe: Não, tudo bem, não tenho pressa, e agradeço pela carona.

Eu: Não achava que ia ficar na casa da minha vó pra sempre né?

Mãe: Tadinho, quanta grosseria Bruna.

Agora eu sou a má, nunca entendo essas coisas.

Eu: Você não ia parar em algum canto não?

Mãe: É logo aqui na frente.

Eu: Vou ficar no carro.

Mãe: Ok, quer vir Felipe?

Felipe: Não não, fico aqui.

Mãe: Vão querer alguma coisa?

Eu: Algo pra beber

Mãe: Alguma coisa, Felipe?

Felipe: Não não.

Ela sai do carro e fica nós dois lá. Eu aumento o volume do som e começo a cantar a música, ele começa a rir, ri tanto até chorar.

Eu: Ta rindo de que?

Felipe: Nada

Continuo cantando e ele continua rindo.

Eu: Para.

Felipe: Não.

Eu: Então olha pro outro lado.

Felipe: Ai não tem graça.

Eu: Chato.

Felipe: Muito

Eu: Idiota.

Felipe: Acho que você me ama

Eu: Ah tadinho, quem te iludiu?

Felipe: Ninguém, é verdade.

Eu: Ah, claro, a pessoa que mais amo no mundo!

Felipe: Exatamente!

Eu: Ta ta ta, sonha.

Felipe: Toda brincadeira tem um fundo de verdade.

Eu: Toda regra tem sua exceção.

Felipe: Essa com certeza não é uma.

Não, isso eu não agüento, tava bom demais pra ser verdade.

Cadê minha mãe ein? Ela ta demorando muito.

Eu: Será que não é?

Ele falou alguma coisa?

Eu: Po, minha mãe ta demorando.

Felipe: Pode crer

Eu: Vou ver onde ela ta.

Felipe: Não vai.

Eu: Por que não?

Felipe: Deixa que eu vou.

Eu: Não, a mãe é minha.

Felipe: Não faz diferença pra você…

Eu: Nem pra você.

Felipe: Só não quero ficar sozinho aqui.

Eu: Ta com medo de que?

Felipe: To tentando ser fofo, ok?

Eu: Ah, desculpa então.

Felipe: Então fica que eu te desculpo.

Eu: Então prefiro que você fique irritado comigo.

Felipe: Nossa, valeu.

Eu: Magina.

Vejo minha mãe voltando.

Eu: Ah, ela já ta vindo, já to vendo ela, nem vou precisar ir…               

Felipe: Que bom.

Eu: Hm…

Felipe: Pensando bem, queria que você fosse, sua presença me irrita.

Eu: A é?

Felipe: É.

Só para irritá-lo, sento-me ao seu lado.

Eu: E agora?

Felipe: Sai daqui – me deu um empurrão de levinho.

Eu: Não saio, te irritar é legal.

Nossa, to o dia todo do lado dele e só percebi agora que ele até que tem um cheiro bom…

Ele vai mais pro lado e eu vou junto.

Eu: Não tem mais pra onde fugir.

Felipe: Pois é, você ganhou.

Eu: Sempre ganho.

Ele se aproxima.

Texto postado em 17/10/2012 �s 8:20pm | 0 notes | (Reblog Text!)
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Em breve

Texto postado em 10/10/2012 �s 7:42pm | 0 notes | (Reblog Text!)
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ACHO QUE ME ENGANEI.

Chegando na casa da minha avó, quem atende a porta é minha tia. Como descrevê-la em poucas palavras? É… Maluca! Sério, ela só grita e faz o resto da família passar vergonha, ou seja, vou passar vergonha também, que novidade ein?

Espero que não tenha muita gente aqui, porque quando eu morava aqui, sempre tinha gente e eu não gostava nada disso.

Não venho aqui a muito tempo, provavelmente muita coisa mudou.

Tia: BRU, QUANTO TEMPO!

Por que ela ta gritando? Eu to bem na frente dela, e a música nem ta tão alta aqui.

Eu: Oi.

Tia: E QUEM É ESSE GAROTO EM? SAFADINHA…

Falei que ela faz os outros passarem vergonha.

Eu: É um.. ér..

Olhei para ele

Eu: Amigo.

Tia: AHAM, SEI O TIPO DE AMIGO HAHAHA

Ele tava me olhando com um cara estranha, não sabia se segurando a risada ou me achando muito retardada, com vergonha.

Eu: Vamos entrar logo.

Fui me afastando dela esperando que ele estivesse fazendo o mesmo que eu.

Quando eu virei pra trás pra me certificar que ele estava atrás de mim, a surpresa: ele estava conversando com a minha tia. COMO ASSIM?

Nem fico muito tempo olhando, deixo ele lá, menos preocupação

Vou andando pela casa a procura da minha avó. A casa parecia gigante quando eu era pequena, mas agora parece tão pequena… Passo pela sala, pela cozinha e nada, ela sempre ficava na cozinha.

Vou andando pelo corredor e me lembro de eu correndo e batendo com a cabeça no vasinho que tinha entre a porta e a parede, aquele dia me renderam 4 pontos…

Xxx: Bruna?

Quando eu me viro, vejo a minha avó, a que saudade dela. 

Eu: oi vó! – disse com um sorriso.

Vó: quanto tempo! Como veio pra cá? Não ouvi carro nenhum…

É, a rua era tão calma que ela sabia quando eu chegava por causa do carro, normalmente da minha mãe.

Eu: Ah, eu tava andando com um amigo e ai nos perdemos, ai reconheci a rua.

Vó: Vocês vieram andando até aqui? É quem imaginara que aquela menininha que se cansava até de ir até a padaria ia conseguir andar tudo isso…

Sorrio pra ela.

Vó: Então, cadê a sua amiga?

Eu: Amigo.

Vó: Amigo? Então cadê ele?

Eu: Ele tava conversando com a tia Márcia.

Vó: Com a sua tia?

Eu: É.

Vó: Acho que é a única pessoa que conversa com ela.

Eu: Psé.

Fico conversando com minha avó durante um tempo, ligo a TV pra ela e preparo um chá que ela me pede.

Vó: Então, quando é que vai me apresentar ao seu “amigo”?

Eu: Até você vó?

Vó: O que eu fiz?

Eu: Aff

Nesse momento minha tia chega com o Felipe.

Ela: O SEU NAMORADO É MUITO LEGAL!

Eu: Que?

Felipe começa a rir. Olho com fúria pra ele.

Eu: Ele não é meu namorado!

Tia:Não precisa esconder de mim Bru, ele já me contou tudo!

Eu: O que foi que tu disse Felipe?

Felipe: Nada.

Tia: Vai Bru, pode assumir!

Agora sim meu dia acabou! Por que o Felipe fez isso? Vão ficar me zuando o dia todo agora!

Eu: Tchau.

Saio e vou andando pro meu antigo quarto. Entro e me tranco. Que saudade dele, não mudou nada, mas agora não to com paciência pra ficar analisando ele não. Namora, eu devia ter escutado o Felipe, devia ter deixado na rua ao invés de trazer aqui…

Vó: Esse é o seu amigo?

Tia: Namorado.

Eu: AMIGO. – Grito de dentro do meu quarto mesmo.

Vó: Ele é bem bonito.

Felipe: Obrigada.

Saio do quarto.

Eu: Vamos embora?

Vó: é muito longe, já vieram até aqui esperem um pouco, sua tia leva vocês.

Eu: Não precisa vó, brigada

Vó: Mas pelo menos comam um pedaço de torta, é aquela que você adorava!

Felipe: Por mim tudo bem, eu aceito, muito obrigada.

Tia: Então, me contem do namoro de vocês!

NÃO, NÃO AGUENTO MAIS ISSO! Lembro que minha mãe ia vir pra cá.

Eu: Cadê minha mãe?

Vó: Ela ta conversando com o seu primo.

Eu: Onde?

Vó: Lá na piscina

Eu: Ata, vou lá.

Só um pretexto pra sair dali.

Felipe: Vou contigo.

O que é agora? Ele quer conhecer minha família toda, é isso?

Eu: Não precisa, pode comer sua torta.

Vou andando, sem querer tropeço no degrau, mas consigo me equilibrar.

Felipe: Tu tá bem?

Eu: Não fala comigo

Felipe: Pensei que já tínhamos superado isso de tu não querer falar comigo

Eu: Não… Vou pedir pra alguém te levar pra casa ok?!

Felipe: O que aconteceu?

Eu: Nada, só não quero te ver na minha frente, tudo bem? Eu tenho pelo menos esse direito?

Felipe: Ok, não quer minha presença? Tudo bem…

GRRAÇAS A DEUS ELE ENTENDEU AGORA!

Mas não sei porque, 2 segundos depois que ele falou aquilo, eu percebi que tinha feito uma merda, mas lógico que eu não ia falar pra ele ficar, porque senão ele ia ficar me irritando mais ainda.

Eu: Desculpa. – disse baixinho pra mim mesma.

Felipe: O que?

Eu: É… nada.

Felipe: Mesmo? Pensei ter ouvido algo de tu.

Eu: Será que a gente pode conversar em outro lugar? Precisamos mesmo ficar na frente da minha família?

Estava com raiva dele, mas ao mesmo tempo queria reparar aquela merda toda que tinha feito, mesmo não tendo certeza do que tinha sido.

Felipe: Sim, senhora

Eu: Namoral, não sei mais porque eu to falando contigo…

Felipe: Deve ser porque… Esquece

Eu: Fala

Felipe: Nada

Eu: Para de putice, fala logo

Felipe: Não é nada

Tia: VOCÊS AINDA ESTÃO AQUI???????

Não, são fantasmas que se parecem bastante com eu e o Felipe

Eu: É o que parece né?

Tia: VAMOS CANTAR OS PARABÉNS LOGO!!

Eu: O que?

Tia: PARABÉNS!

Eu: hm..

Felipe: A tá tendo festa? E eu sou penetra… Nossa nunca tinha entrado de penetra antes…

Eu: Duvido.

Fomos pro quintal, perto da piscina, tinha muita gente lá, toda a família, inclusive meus primos que nunca iam pra lá. Cantamos parabéns e comemos bolo. Não sou fã de bolo, mas tenho que dizer, esse tava uma delícia! Até o Felipe repetiu… Não que ele seja alguma referência boa, já que come de tudo, em tudo quanto é momento.

Felipe: O bolo tá bom né?

Eu: Que? Coma tudo e depois fala, fique que nem um idiota falando de boca cheia

Ele abriu a boca e dava para ver os restos mortais do bolo mastigado

Eu: OH MEU DEUS! Isso era pra me deixar com nojo? Vai ter que se superar, porque eu dificilmente fico com nojo de alguma coisa.

Felipe: Então é o que veremos…

Eu: Isso é o que, tentativa de me deixar com medo?

Felipe: Looooooogico que não

Eu: Vê se cresce!

Felipe: Falou a adulta

Mãe: Filha?!

Viro-me então dou de cara com a minha mãe

Eu: Ah… Oi

Mãe: Oi… é… Felipe, não é?

Felipe: Oi, sim senhora

Prendo meu riso… Alguém chamando minha mãe de senhora.

Mãe: Não precisa me chamar de “senhora”, pode me chamar de tia, você, ou se quiser me chama pelo nome Lucia

Felipe: Ah… Desculpa então

Eu: Ainda to aqui.

Mãe: Ah, eu vim falar com você mesmo.

Eu: Hm… Pode falar

O que será que ela quer? Ela ta muito simpática pro meu gosto.

Mãe: Então, eu queria te pedir um favorzinho.

Eu: diga.

SABIA! HÁ

Mãe: Eu queria saber se você podia…

Ela olhou em volta, o Felipe tinha ido falar com minha tia de novo, só ele mesmo.

Eu: Fala logo mãe!

MANO, EU DISSE MÃE? Eu não chamo ela de mãe, sem ser pra apresentar alguém, desde… sei lá, sempre? Percebi um sorrio no rosto dela.

Eu: Então, o que ia dizer?

Mãe: Ah, não era nada.

Eu: O que ia pedir?

Mãe: nada, era bobeira.

Eu: Ta.

Mãe: vai lá ver seu amigos antes que sua tia deixe ele doidinho, e olha, amanha não combine nada que nós vamos na casa nova do seu primo.

Eu: Que primo?

Mãe: O Sérgio.

Eu: Posso levar alguém?

Mãe: Tu ta namorando?

Eu: NÃO!

Mãe: Hm… Pode ué.

Eu: Então ta.

Que mania chata de ficarem achando que eu to namorando com essa coisa, eu em, minha família tem retardo, namoral.

Olho em volta e me dou conta que quase todos já foram embora, percebo também o quão cansada estou.

Chamo o Felipe pra irmos embora, mas parece que ele gostou mesmo de ficar com as crianças, sabe como é né, ele encontrou pessoas com a mesma idade mental que ele.


Próximo Capítulo

Texto postado em 10/10/2012 �s 7:33pm | 0 notes | (Reblog Text!)
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CULPA DELE!

Como se esperava, não dormi, mas foi bom esse tempo sozinha pra pensar. Volto pra sala e dou uma espiada pelo buraquinho da porta. Já são três da manhã, ele não vai estar ali ainda né.

Porém eu estava enganada… Ele estava sentado na cadeira que tem no meu quintal, tem uma mesinha e quatro cadeiras, até que fica fofinho na entrada de casa, mas ninguém tinha sentado ali antes.

O que esse garoto quer? O meu perdão não é, ele é muito orgulhoso pra isso. O que ele quer?

Será que ele ta mesmo acordado? Tipo, ta mó frio e tudo mais, da até pena disso, mas na boa, ele não é uma criança de rua que precisa de cobertas e um teto pra não se molhar na chuva, ele tem casa. Quer saber, vou voltar pro meu quarto.

Deito na minha cama e pego no sono rapidamente. Tenho um sonho meio louco, muito sem noção. Tinha eu, a Júlia e o Felipe, mas nós estávamos conversando de boa. Namoral… Acordei assustada. Pego o celular e ainda são 6 da manhã. Não quero levantar e nem vou.

Fico pensando no sonho que eu tive. Ela sempre dizia que os sonhos queriam nos dizer algo, mas eu nunca acreditei muito nessas coisas. Acreditar em sonhos? Sonhos são coisas de subconsciente, não é e nem seria uma verdade, é apenas o que nos queríamos que acontecesse. Mas vamos dar uma chance.

Olho pela janela e lá está ele sentado. Vou até a varanda, está muito frio.

Eu: Ei?!

Felipe: Porra que susto!

Eu: Foi mal

Ele olhou meio desconfiado.

Eu: Tu não quer entrar?

Felipe: Nossa demorou mais do que eu imaginei…

Eu: Ué, se você quiser pode ficar ai, não me importo.

Felipe: Ta, ta, eu entro.

Entramos em casa, levo ele até a sala.

Eu: Pode sentar, se quiser.

Ele se senta sem nem questionar.

Eu: Passou mesmo a noite toda lá fora?

Felipe: Você não acha que eu iria pra casa as 3 da manhã pra voltar as 5 né?

Eu: vai saber, cada louco com sua loucura né…

Ele ficou me encarando. Fui até a cozinha.

Eu: QUER ALGUMA COISA? – Gritei pra ele.

Bebo água enquanto escuto passos chegando.

Xxx: Quem é aquele garoto na sala?

Viro, minha mãe, ela nunca ta em casa, tinha que ta justo agora? Aposto que só vai sair briga.

Eu: é Felipe.

Mãe: Nunca ouvi falar dele.

Eu: Nunca ouviu falar de nada da minha vida.

Mãe: E você me conta alguma coisa?

Eu: E você tem interesse em algo?

Lembro dele na sala, vou até lá.

Eu: Desculpa pela demora.

Felipe: De boa.

Eu: Você não tem casa não?

Felipe: Ainda são 7 da manha.

Eu: Hm… ta afim de andar?

Felipe: Sua Mãe não vai ficar brava não?

Foi só tocar no nome dela que ela aparece, incrível.

Eu: Não, vamos.

Ela me olhou com fúria.

Eu: Mãe, Felipe. Felipe, Mãe.

Felipe: Muito prazer, senhora.

Mãe: Precisa me chamar assim não. Vocês vão sair?

Eu: Vamos.

Mãe: Então ta.

Eu: Vamos, Felipe.

Abri a porta e fui andando.

Eu: Vamos logo Felipe!

Já tava começando a ficar brava com aquela enrolação toda. Minha mãe sai logo atrás da gente. É bom que ela vá pro outro lado, pra outro canto!

Mãe: Filha vou pra casa da sua avó. Não esquece que hoje é o aniversário da sua prima.

Eu: Ok.

Comecei a andar rápido para não ouvi-la mais falar.

Felipe: Ei, vai devagar, não são nem 3 da manhã ainda.

Eu: E o que tem?

Felipe: É domingo, amanha quando tu for pra escola você corre uai.

Fui diminuindo o passo pra poder deixar ele me alcançar.

Eu: Pronto moça, ta bom pra você?

Felipe: Está ótimo.

To a nem metade de um dia com o Felipe, ele já ta me irritando.

Felipe: Você não gosta muito da sua mãe né?

Eu: Prefiro nem responder a isso. – Dou um sorriso irônico.

Felipe: Ela parece ser tão simpática…

Eu: Só parece mesmo.

Felipe: Por quê?

Eu: Não vou ficar contando a minha vida para você. Já basta ficar falando contigo por um dia inteiro

Felipe: Isso é um elogio?

Eu: Não

Felipe: Ok

Vou andando em silêncio, finalmente esse menino me deu um pouco de sossego.

Felipe: Pra onde a gente ta indo?

Foi só elogiar que volta tudo, to até vendo já.

Eu: Não sei.

Felipe: Então por que continuamos andando?

Eu: Eu disse que íamos andar.

Felipe: Você faz ideia da onde a gente ta?

Eu: não.

Felipe: E não é melhor voltar? Já estamos muito longe.

Eu: E daí? Ta cansado?

Felipe: Não.

Eu: Então pronto. Se quiser voltar pode.

Felipe: Não lembro do caminho.

Eu: Então não reclama.

Felipe: Você lembra?

Eu: Não.

POOOOOOOOOOOOOORRA, AONDE É QUE EU TO?

Eu: Tu podia ter me dito que nós estávamos muito longe né? Tava pensando e nem tava vendo para onde nós estávamos indo…

Felipe: Ué, a cada palavra que eu falo ou eu levo um fora ou tu fica de ironia, pra mim tu sabia o que tava fazendo, o senhora sei de tudo

Eu: AGORA A PORRA DA CULPA É MIM?

Ahh, é muito legal isso, ele me segue desde ontem, ai eu agora eu to perdida com ele e a culpa é minha de desde o começo ele ter vindo atrás de mim?

Felipe: Eu não falei isso..

Eu: Mas quis dizer…

Felipe: Ai é outra história

Eu: Ah foda-se. Vou tentar voltar…

Felipe: Não acho uma boa ideia. Tu tá com o teu celular ai?

Coloco a mão no bolso para pegar o celular… PUTA DEIXEI O CELULAR NA CAMA QUANDO FUI CHAMAR ELE NA VARANDA!

Eu: NÃO! CULPA TUA! CADÊ O SEU?

Felipe: Eu não to com celular, o meu ta quebrado a quase uma semana já.

Eu: E tu não pegou nenhum reserva não?

Felipe: Não. E que história é essa de a culpa ser minha?

Eu: Culpa tua que não to com o celular! Eu sempre to com ele!

Felipe: então quer dizer que eu te trago tantas emoções assim? Hm… to achando que isso é tipo uma indireta…

Eu: O QUE? MAS QUE PORRA, TU TA DOIDO?

Esse garoto ta perdido, no meio do nada comigo e ainda consegue ficar tirando com minha cara? Ah, vá se fuder!

Felipe: ué, agora é um ótimo momento pra dizer o que realmente sente por mim, não tem ninguém por perto, não se preocupe.

Ele ta mesmo dando em cima de mim agora, AQUI?

Eu: Ah Felipe, vá te catar, vá. Você ta perdido aqui comigo e ainda consegue ficar irritando?

Felipe: Ta ficando irritadinha é?

Eu: Não.

Felipe: Eu só acho que devemos aproveitar da melhor forma possível esse momento!

Eu: Vai se fuder.

Felipe: Uai, não tem mais nada o que fazer, ficar bravinha não vai adiantar em nada.

Eu: E nem ficar de palhaçada né, Amorzinho.

Felipe: Ai viu, já é um ótimo começo.

Eu: Sabe qual é um ótimo começo? Eu te matar, que ai como não tem ninguém aqui para testemunhar eu não vou ser a culpada

Felipe: Mas você não iria fazer isso comigo né, Amorzinho?

Eu: Se você me chamar de algum adjetivo amoroso, eu juro que eu te bato até o fim da minha vida

Felipe: Ok ok, desculpa ai, senhora forte… Estou cheio de medo

Eu: …

Agora como eu vou sair daqui, não me lembro de que rua nós viemos. E eu nem sabia que aqui existia, como faz? Não tem ninguém na rua. Esse bairro parece essas cidades fantasmas que você vê em filme que do nada chega um cara falando que aconteceram milhões de assassinatos ali, e que é pra nós tentarmos fugir. Por mim, se tentarem matar o Felipe primeiro, tá tudo certo, porque eu vou conseguir fugir enquanto os caras vão tar matando ele

Felipe: …Você me escutou?

Eu: Que? Oi?

Felipe: Porra, ouve o que eu to ouvindo pelo menos né

Eu: Desculpa se a pessoa precisa de atenção

Felipe: É sério. Eu não conheço essa parte daqui cara, tu que mora por esses lados não sabe onde nós estamos?

Eu: Não cara, nunca vi essa rua na vida, parece que ela foi implantada aqui por forças maiores

Felipe: Para de viajar, parece que usa drogas

Eu: Devo usar mesmo, porque só com uma onde muito louca de LSD pra eu tá me imaginando perdida contigo

Felipe: Acho que vou entender isso como um elogio.

Eu: Entenda como quiser.

Felipe: Vai mesmo ficar estressada o resto do dia?

Eu: Vou.

Felipe: Eu não esperava por essa resposta.

Eu: Não vou ficar mentindo.

Me olhou, virou para o outro lado e começou a cantar.Ele só pode ta de putice comigo, não é possível, não sei o que é pior, ele cantando ou tagarelando do meu lado! Não sei o que fazer mais, quero casa. Por que merda eu fui perguntar se ele queria vir andar comigo, ele só me irrita!

Eu: Então…

Felipe: Então…

Não sei mais o que dizer, o que pensar, esse cansaço ta me matando, esse sol do inferno também, parece até que to no deserto. Será que não tem nenhuma loja, casa por aqui? Não é possível que tenhamos andado tanto assim a ponto de sair da cidade, até porque eu conheço aquela cidade por inteiro.

Eu: Vamos andando no sentido contrário.

Felipe: Pode ser.

Eu: Vai ter uma hora que vamos reconhecer algum lugar.

Felipe: Éer… Pode ser.

Ta duvidando de mim? Como assim pode ser? E óbvio que se  viemos andando pra frente, se virarmos e fomos pra trás vamos estar voltando…

Eu: É, ta.

Fomos andando em silêncio, até eu começar a reconhecer uma casa. Não sei de onde que já vi essa casa, mas eu to com uma sensação de já vi tudo aqui. É estranho, porque não me lembro de ter passado por essa rua quando estávamos vindo.

A casa é muito bonitinha, é de madeira e pequena aparentemente, deve ser só de um andar. Ela ta até que em bom estado perto das outras construções daqui.

Fico observando a casa, não faz muito tempo que já vi ela, parece até que foi ontem, mas onde foi que a vi?

Eu: Já estive aqui antes.

Felipe: Que?

Eu: Tenho a sensação que já estive aqui.

Felipe: Onde nos estamos então?

Eu: Sei lá.

Felipe: Mas tu falou que já esteve aqui.

Eu: Eu falei que eu tenho a sensação de que já estive aqui.

Felipe: Afinal, já esteve aqui ou não?

Eu: Não sei.

Felipe: Você ta tentando tirar uma com minha cara né?

Eu: Não

Já estamos andando por horas, não sei mais o que fazer. Avisto uma rua que a reconheci, pois vivia brincando ali quando eu morava na casa da minha avó.

Lembranças vieram à tona na minha cabeça, não consegui mais andar e tive que parar. Respiro fundo, o ar daqui é bom, não me lembrava de como eu me sentia bem aqui.

Felipe: O que houve?

Eu: Já sei onde estamos!

Felipe: Sabe? Onde?

Eu adorava brincar aqui com as minhas primas, não me lembrava como era bom ficar aqui, como eu cheguei aqui?

Eu: Estamos na rua da minha avó

Felipe: O que?

Eu: É..

Felipe: Como eu vou pra casa?

Eu: Vamos lá e eu peço pra alguém te levar pra casa

Felipe: Não tem nenhum caô não?

Eu: Fica tranquilo, ninguém vai achar que você é meu namorado, eu acho

Felipe: E se acharem?

Eu: Não vão achar.

Felipe: Mas o que você diria?

Eu: estariam loucos se dissessem isso.

Felipe: Por que?

Eu: Porque estamos falando de mim?

Nossa, como é boa a sensação de estar em um lugar conhecido.

Próximo capítulo

Texto postado em 9/10/2012 �s 6:44pm | 0 notes | (Reblog Text!)
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